Sao Paulo, 03 de fevereiro de 2007.
Na madrugada/ acordou pra vida/
Despedindo-se do tédio/ cuspindo a monotonia/
Pondo um fim a castidade/
Numa ânsia absoluta/ procurando desafios/ fantasiando a realidade/
Embora hoje tudo se acabe/ ainda é apenas o começo
De uma nova velha vida/
pois a permanência é pura ilusão/
a mesmice dos fracos/corrompendo a mente/
tornando os sonhos migalhas/
pisadas
cuspidas
atropelas
Na mais silenciosa solidão das esquinas, numa prece visual/ alternadas entre um copo e outro, foi passando o carnaval.
By Luca
Escrito por luca às 05h00 PM
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São Paulo, 31 de Janeiro de 2007.
Vereda tropical
Componho e aterrizo nas suas idéias
Pequenos ideais banais de garoto suburbano
Pétala cruel retornando de outra viajem
Um desprezo consciente, que aos poucos me invade
Alma rebatida e batendo é que se faz render...
Sendo lúcido não se sai, ainda não sei perder
Entre bons e maus versos
Cultivo irônico seu saber
Dissipo fumaça nessa poesia oca, engajada de iniciante
Nessas loucuras tão obvias e envelhecidas
Argumentos vazios a me convencer
Tendenciosa prostituta rendendo-se a propagandas
Escrito por luca às 12h48 AM
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Minhas vontades são espantos
Rebatendo seu mundinho medíocre
E lhe impede de pensar o que lhe resta fazer
Nessa luta pra me superar
É amargo e intenso meus anseios
Sufocando o ar dos pulmões num surto
É uma contracultura paradoxal
Sem tédio na vereda tropical
Sem grilos na minha inquietude
Misticismo coloquial, alguma coisa totalmente informal
Mas você já perdeu o bonde
Então indenize a passagem.
By Luca
Escrito por luca às 12h46 AM
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São Paulo, 26 de janeio de 2007.
Respirando tragédia e Arte
Da brutalidade se fez a ternura
Poesia de décadas passadas
Dobrada e guardada junto a camisa desbotada
Ainda tão presente na memória
Chora pátria mãe gentil
Fez-se censurado seus braços, lábios, seu grito
Chegam soldados com seus fuzis automáticos
Te arrastam, te chutam, te algemam
Exercito, berros, holofotes e humilhação
Um brinde ao deboche e a toda essa parnafenalha
E aos não medíocres, desvalidos e marginais
Apresentam-lhe as grades
Despidos, torturados , calados...
Enfraquecidos e limitados
Resistem ao abuso do regime mascarado
A política desmedida do sistema
Falseando um carnaval e uma gente risonha
Mas o esgoto relata o cenário vivido
Ideologia banalizada e molestada
O canto dos poetas marginais em suas frustrações e ternuras
Os heróis assassinados que pagaram com a vida, seus ideais
O riso angustiado desnudado, sem drama
Dos anos de chumbo da ditadura, agora camuflada.
By Luca
Escrito por luca às 01h33 AM
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São Paulo, 18 de dezembro de 2006.
Felicidade de momentos azuis. Laranjas e amarelos...
Amor infantil, de pegar na mão, escrever poemas e chupar sorvete.
Quando vai embora, mesmo que por algumas horas, fica aquela saudade lilás...
Felicidade de estar perto, um abraço e um sorriso cor de rosa.
Amor ingênuo, de sonhos e planos. Com muito chocolate e também com tanto de prosa.
Aquela vontade de sentir o cheiro, dormir de conchinha e acordar com um bom dia sussurrado ao pé do ouvido.
Felicidade de mais um dia que nasce, da janela do quarto um céu azul e a certeza de que mesmo por alguns instantes, valeu a pena voltar por esse alguém especial.
Amor de lua nova, cheio de encantos, amor que eu respiro...
Borboletas, caixas coloridas e saia rodada...
By Luca
Escrito por luca às 02h54 PM
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São Paulo, 15 de dezembro de 2006.
A verdade é subjetiva,
Ninguém assume suas covardias,
Escondem o lixo, adiam os sonhos
E seguem hipócritas...
By Luca
Escrito por luca às 12h54 AM
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Sao Paulo, 13 de dezembro de 2006.
Sucumbindo a nova trilha...
Hoje eu acordei pra realidade, com o medo infectando as quatro paredes,
Se espalhando em meu quarto como fumaça.
Temi levantar da cama, tentei afastar meus pensamentos pra longe,
Longe o bastante de meus olhos, onde meus dedos não pudessem encontrar um vestigio qualquer de pó.
Trancando naquela caixa escura a sete chaves, toda a dor das ultimas horas, longe o suficiente para não mais encontra-la.
Ao menos por um instante.
No Restroom, um banho de realidade sobre minha cabeça, entre flash´s de aflição e sensações de angustias.
Cabeças rolando, idéias avançando...
Corpos esquartejados em ideologias molestadas em passos apressados para o futuro presente que já passou...
E no noticiário das 7 horas de uma quarta feira um pesadelo real com cara de demônio.
Sucumbindo a nova trilha.
By Luca
Escrito por luca às 04h56 PM
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São Paulo, 11 de dezembro de 2006.
Mastigo pensamentos e vomito palavras.
As vezes a gente tem que jogar com o cinismo,
É uma maneira de não se machucar...
Não da pra ficar “bem” o tempo todo, pois o mal também existe.
De qualquer forma, deveria existir vacina contra vacilos.
By Luca
Escrito por luca às 04h26 PM
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São Paulo, 08 de dezembro de 2006.
Sofia já não pinta borboletas em seu jardim.
Pois as borboletas, com suas asas coloridas voam alto.
Onde os pequenos bracinhos de Sofia não podem alcançar
Mas ainda colhe amoras e come maracujá com açúcar
Pintando um sorrido...
by Luca
Escrito por luca às 02h55 PM
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Sao Paulo, 07 de dezembro de 2006.
Farsa da Razao...
A vida é um fardo
O corpo a farda da farsa
Com os olhos cobertos de lama
A boca cheia de palavras, como angustiosa roseira presa na garganta
Idéias adulteradas , rótulos e mesquinharias
Tudo soberbamente igual
Como a terrível idéia de paraíso que nos tormenta
Arrogantimente calmo e falso.
É um Deus mulher, colocado num pedestal
Impondo sutilmente qualquer sentido vago de razão.
By Luca
Uma das concorrentes no 1º concurso de poesia livre - Troféu Nara Leao.
Escrito por luca às 02h44 PM
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Sao Paulo, 06 de dezembro de 2006.
Momentos fotografados pela lente da emoçao...
Sai sem rumo e sem nada na cabeça. Peguei atalho errado e me perdi, logo, me achei, mas me perdi de novo. Andei na contra mão, já bati o carro. Muitas vezes fui atropelado.
Fugi de casa pra sempre, pra fugir de mim mesmo e voltei no instante seguinte.
Sempre raspo o fundo da panela de brigadeiro, depois bebo água.
Chorei sentado no chão do banheiro, cortei meus braços e ri até minha barriga doer.
Deixei o telefone tocar, tocar, tocar.
Rasguei cartas, queimei poesias, muitas foram pro lixo, tantas outras pra gaveta.
Continuo sendo poeta.
Já vi o sol nascer cor de rosa, e numa manha cinzenta risquei um sol na areia.
Rodei de bar em bar e tomei pinga até sentir dormente meus lábios, mergulhei com roupa na piscina e pensei em não voltar.
Conheci a morte de perto e nasci de novo para ver o sorriso de alguém especial.
Toquei a campanhinha e corri até perder o fôlego, também já roubei frutas do quintal do vizinho.
Deitei na grama de madrugada pra contar estrelas, fiz juras eternas e gritei de felicidade.
Rolei escada abaixo, quebrei o nariz e fui parar no hospital.
Já me escondi detrás da cortina e esqueci os pés para fora, também já esqueci nomes, datas e telefones.
Me apaixonei muitas vezes e achei que era pra sempre. Sempre era um pra sempre pela metade.
Perdi meu tênis, andei descalço no asfalto.
Tomei banho de chuva e peguei um puta resfriado.
Viajei num trem azul.
Olhei a cidade por cima, mesmo assim não encontrei meu lugar.
Chorei até dormir e acordei com cara de travesseiro.
Tive medo do escuro, tomei café frio, dancei sozinho
Gargalhei assistindo desenho e dormi na balada.
Sempre olho de baixo da cama antes de dormir.
Peguei ônibus errado, mas encontrei um lugar legal.
By Luca.
Escrito por luca às 01h57 PM
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