Sao Paulo, 07 de dezembro de 2006.

 

 

Farsa da Razao...

 

 

A vida é um fardo

O corpo a farda da farsa

Com os olhos cobertos de lama

A boca cheia de palavras, como angustiosa roseira presa na garganta

Idéias  adulteradas , rótulos e mesquinharias

Tudo soberbamente igual

Como a terrível idéia de paraíso que nos tormenta

Arrogantimente calmo e falso.

É um Deus mulher, colocado num pedestal

Impondo sutilmente qualquer sentido vago de razão.

 

By Luca

 

 

Uma das concorrentes no 1º concurso de poesia livre  - Troféu Nara Leao.

 

 

 



Escrito por luca às 02h44 PM
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Sao Paulo, 06 de dezembro de 2006.

 

Momentos fotografados pela lente da emoçao...

 

 

Sai sem rumo e sem nada na cabeça. Peguei atalho errado e me perdi, logo, me achei, mas me perdi de novo. Andei na contra mão, já bati o carro. Muitas vezes fui atropelado.

Fugi de casa pra sempre, pra fugir de mim mesmo e voltei no instante seguinte.

Sempre raspo o fundo da panela de brigadeiro, depois bebo água.

Chorei sentado no chão do banheiro, cortei meus braços e ri até minha barriga doer.

Deixei o telefone tocar, tocar, tocar.

Rasguei cartas, queimei poesias, muitas foram pro lixo, tantas outras pra gaveta.

Continuo sendo poeta.

Já vi o sol nascer cor de rosa, e numa manha cinzenta risquei um sol na areia.

Rodei de bar em bar e tomei pinga até sentir dormente meus lábios, mergulhei com roupa na piscina e pensei em não voltar.

Conheci a morte de perto e nasci de novo para ver o sorriso de alguém especial.

Toquei a campanhinha e corri até perder o fôlego, também já roubei frutas do quintal do vizinho.

Deitei na grama de madrugada pra contar estrelas, fiz juras eternas e gritei de felicidade.

Rolei escada abaixo, quebrei o nariz e fui parar no hospital.

Já me escondi detrás da cortina e esqueci os pés para fora, também já esqueci nomes, datas e telefones.

Me apaixonei muitas vezes e achei que era pra sempre. Sempre era um pra sempre pela metade.

Perdi meu tênis, andei descalço no asfalto.

Tomei banho de chuva e peguei um puta resfriado.

Viajei num trem azul.

Olhei a cidade por cima, mesmo assim não encontrei meu lugar.

Chorei até dormir e acordei com cara de travesseiro.

Tive medo do escuro, tomei café frio, dancei sozinho

Gargalhei assistindo desenho e dormi na balada.

Sempre olho de baixo da cama antes de dormir.

Peguei ônibus errado, mas encontrei um lugar legal.

 

 

By Luca.



Escrito por luca às 01h57 PM
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