Sao Paulo, 06 de dezembro de 2006.
Momentos fotografados pela lente da emoçao...
Sai sem rumo e sem nada na cabeça. Peguei atalho errado e me perdi, logo, me achei, mas me perdi de novo. Andei na contra mão, já bati o carro. Muitas vezes fui atropelado.
Fugi de casa pra sempre, pra fugir de mim mesmo e voltei no instante seguinte.
Sempre raspo o fundo da panela de brigadeiro, depois bebo água.
Chorei sentado no chão do banheiro, cortei meus braços e ri até minha barriga doer.
Deixei o telefone tocar, tocar, tocar.
Rasguei cartas, queimei poesias, muitas foram pro lixo, tantas outras pra gaveta.
Continuo sendo poeta.
Já vi o sol nascer cor de rosa, e numa manha cinzenta risquei um sol na areia.
Rodei de bar em bar e tomei pinga até sentir dormente meus lábios, mergulhei com roupa na piscina e pensei em não voltar.
Conheci a morte de perto e nasci de novo para ver o sorriso de alguém especial.
Toquei a campanhinha e corri até perder o fôlego, também já roubei frutas do quintal do vizinho.
Deitei na grama de madrugada pra contar estrelas, fiz juras eternas e gritei de felicidade.
Rolei escada abaixo, quebrei o nariz e fui parar no hospital.
Já me escondi detrás da cortina e esqueci os pés para fora, também já esqueci nomes, datas e telefones.
Me apaixonei muitas vezes e achei que era pra sempre. Sempre era um pra sempre pela metade.
Perdi meu tênis, andei descalço no asfalto.
Tomei banho de chuva e peguei um puta resfriado.
Viajei num trem azul.
Olhei a cidade por cima, mesmo assim não encontrei meu lugar.
Chorei até dormir e acordei com cara de travesseiro.
Tive medo do escuro, tomei café frio, dancei sozinho
Gargalhei assistindo desenho e dormi na balada.
Sempre olho de baixo da cama antes de dormir.
Peguei ônibus errado, mas encontrei um lugar legal.
By Luca.
Escrito por luca às 01h57 PM
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